quinta-feira, 30 de abril de 2026

Dias de Abril

 

Dias de Abril

Os dias parecem estranhos

Aniversário das minhas maninhas de 20 e 15 anos

Guardo no peito marcas feitas por desenganos

E vejo tudo mudando em diferentes tamanhos

 

Uma relação de pai e filho, apenas isso

Indiferença e às vezes solidão

Tudo se perde em meio ao compromisso

E cada passo distante afunda no chão

 

Nada mais importa

Viver e sobreviver

A dor não se corta, insiste em doer

Mas sigo buscando um amanhã pra prever

 

Ter e não ter

Tudo igual

Sem saber ao certo onde devo pertencer

Quando o amor se perde e se torna rival


     Flash Ice


 

 

Criação                         

[Qui]30-Abr(04)- 2026

                                               

Horário do término:              

22h28mim                   

 

REDIGIDO VALINHOS SP

terça-feira, 31 de março de 2026

Coração Pulsante

Coração Pulsante

 

Dormimos, mas o peito insiste em pulsar

No ritmo da vida, não pode parar

Se cala um segundo, deixamos de estar

 

No corpo o mistério começa a girar

Mesmo em repouso, há força a atuar

É vida guardada a nos sustentar

 

Se para, deixamos de respirar

 

Por isso acordados para a vida passar

 

           Flash Ice


 

 

Criação                         

[Seg]30-Mar(03)- 2026

                                               

Horário do término:              

22h59mim                   

 

REDIGIDO VALINHOS SP

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Entre Quedas

 


 

Primeiro de janeiro — noite fria no ar,

Subi no telhado sem medo de errar.

Zero e quatorze — ouvi o chão chamar,

Três metros abaixo, senti o corpo pesar.

Minha lombar no chão tocar,

Foram dias difíceis pra levantar,

Noite após noite tentando virar,

E a dor insistindo em me acompanhar.

 

Dez de janeiro, centro da cidade,

Onze e vinte marcando a realidade.

Sem carro, segui com simplicidade,

Patinete descendo com velocidade.

Um carro virou — brutalidade,

Veio sobre mim sem piedade.

Roda no asfalto, fatalidade,

Tela do celular quebrada, dura verdade.

 

Perna direita em tom roxo profundo,

Hematoma pesado, lento e fecundo.

Braço ferido, corte no fundo,

Tempo passando segundo a segundo.

Não foi acaso perdido no mundo,

Nem sorte girando em círculo imundo.

Havia um cuidado firme e oriundo

Do Criador presente, eterno e profundo.

 

Eu caí, mas não fiquei no chão,

Levantei com fé no coração.

Havia um Filho em minha missão,

Dependendo da minha direção.

Só era eu e ele na imensidão,

Pai e filho na mesma estação.

Entre dor, susto e superação,

Descobri força na oração.

 

Não foi sorte — foi proteção,

Não foi acaso — foi condução.

Entre queda e reconstrução,                                                      

Senti a divina sustentação.

Se o mundo trouxe colisão,

O céu trouxe consolação.

 E hoje escrevo com gratidão: Eu não estava só — houve superação.